Histórico da pesquisa

Uma intenção de pesquisa deve partir de um pesquisador apaixonado. Minha paixão é recente. Sou atriz, formada pela Escola de Teatro e Dança da Universidade Federal do Pará (ETDUFPA), onde é ministrada, ao segundo ano do Curso Técnico de Formação em Ator, a disciplina clown. Foi quando tive meu primeiro contato formal com a linguagem do palhaço, motivação desta pesquisa.

O palhaço, na verdade, faz parte de minha vida há algum tempo. Minha família sempre cultivou o hábito de ir ao circo, quando, não muito freqüentemente, visitavam a cidade de Belém. Debaixo da lona, sempre me senti em um mundo à parte, onde tudo era possível e eu sabia que seria divertido. Costumava ficar tensa com os trapezistas, as acrobacias, o “globo da morte”, os malabarismo e os números com animais, pobres coitados, na minha opinião, que poderiam levar chicotada se não executassem o serviço corretamente. No meio de minha agonia, aparecia aquela figura excêntrica, que me fazia esquecer por alguns instantes toda a tensão, para rir de suas bobagens: palhaços.

Os palhaços nunca me causaram medo, pelo contrário. Eram refúgio, calmaria, diversão. O último circo que tive oportunidade de ir, já adulta, levando as crianças da família, era bastante modesto. Não sei ao certo por que, mas poucas vezes ri tanto quanto naquele dia. Todos diziam que os palhaços eram sem graça, porém minha família e eu aguardávamos ansiosamente cada entrada deles, quando o riso era certo e fácil, provocado por gracejos pouco elaborados. Absurdamente simples, tornavam-se engraçados justamente pelo suposto “despreparo” dos artistas. Na minha opinião, eram, na verdade, gênios na arte de fazer rir.

Havia também os palhaços de festas infantis, cuja chegada eu aguardava ansiosa. Era uma daquelas crianças que corria atrás do artista, topava todas as suas brincadeiras, e só voltava a me sentar quando tudo terminava ou quando mamãe chamava para comer alguma coisa. No entanto, não costumava me destacar entre as outras crianças, porque era tímida demais para conversar com o palhaço. Lembro que ficava lisonjeada quando eles decidiam mexer comigo, perguntar meu nome e, em especial, quando me abraçavam. Considerava especial quem conseguia chamar atenção de um palhaço a ponto de receber um abraço seu. Comigo acontecia poucas vezes, porque ficava sempre a espera de meu momento.

Eu preferia os palhaços de circo, porque, em algumas festas, conheci artistas que não gostava muito. Alguns faziam brincadeiras de mau gosto com as crianças. No picadeiro, limitavam-se a expor a si mesmo, não os outros e eu me sentia mais confortável, sem o risco de ser alvo de chacotas. Ainda assim, palhaços eram palhaços e eu gostava muito deles.

Descobri que eles podiam atuar também no teatro muito tempo mais tarde. Já havia ingressado na ETDUFPA quando conheci o grupo Palhaços Trovadores, minha primeira referência de palhaços no teatro. O diretor e fundador do grupo, Marton Maués, foi meu professor em uma das primeiras disciplinas, “Corpo e Máscara”, quando aprendi que o nariz de clown é considerada a menor máscara do mundo. Achei fantástico imaginar que um pequeno objeto na ponta do nariz podia ser uma máscara e exigia treinamento para ser usado. Ele falou de seu grupo e eu, atenta, aguardei a próxima oportunidade de apresentação deles para conferir a novidade.

Era junho, época de festejos em Belém. A animada quadra junina envolve, na cidade, apresentações de quadrilhas, cordões de pássaros, dentre outras manifestações culturais. Para minha surpresa, os Palhaços Trovadores encenavam um espetáculo especialmente voltado para a época, chamado “A Quadrilha dos Trovadores a Caminho da Rocinha”. Convidei a família toda, para conhecermos juntos aquela arte.

Lembro de ficar absolutamente encantada ao vê-los quase prontos para entrar em cena, terminando a maquiagem, fazendo aquecimentos e conversando entre si como gente comum. Chegamos cedo e eu aproveitei para observá-los de longe. Era um estado de suspensão. Que arte simples, bela e rica se preparava para acontecer ali! E eu não tinha idéia de como seria ver meus palhaços da infância, do circo e das festas, fazendo teatro. De uma coisa estava certa: eles estavam mais arrumados e bonitos que muitos palhaços que haviam passado por minha vida, mas provocavam fascínio semelhante.

O espetáculo foi simplesmente maravilhoso. Nos divertimos tal qual as crianças que se amontoavam na frente, para vê-los de perto. Trajados como presidiários, com roupas listradas de preto e branco, os palhaços formavam, literalmente, uma quadrilha, com revólveres de plástico e tudo. Eles levavam expressões ao pé da letra, como se fossem inocentes e não compreendessem o mundo da mesma forma como nós. Rimos e concordamos que voltaríamos mais vezes para assistir outras apresentações. Eu estava absolutamente encantada. Palhaços faziam teatro!

A partir desse dia, virei público cativo do grupo. Uma presença certa na platéia, um olhar atento para cada palhaço, que começava a conhecer de perto. Percebi que eram diferentes um do outro. Um deles roubava minha atenção, porque, enquanto os demais pulavam e dançavam, sorrindo e executando passos bem marcados, aquele palhaço tinha uma expressão de cansaço, desmotivação, desinteresse, tristeza, algo assim. Era simplesmente genial. Ele errava os passos, caminhava lento, às vezes empurrado pelos outros. Parecia um enorme boneco, tristonho e desajeitado. Sempre me fazia rir.

Sua participação no espetáculo “O Hipocondríaco”, adaptação da obra “O doente imaginário”, do dramaturgo francês Molière, levou-me às lágrimas de tanto rir. A montagem inteira era divertidíssima e foi o segundo espetáculo do grupo que assisti. Um clássico, transformado em teatro feito por palhaços. Não sei quantas vezes já assisti desde então. As crianças da família sabem, na ponta da língua, as letras das músicas cantadas no espetáculo.

A essa altura, eu estava cada vez mais envolvida e curiosa quanto à linguagem do palhaço. Em 2008, quando iniciava o segundo ano na ETDUFPA, experienciei o momento que aguardava com ansiedade havia alguns meses: a disciplina de clown. Cheguei muito empolgada, ávida. Lá, sofri bastante. Eu não tinha habilidade com a linguagem, errava os exercícios e definitivamente não me destacava na turma. O professor, novamente Marton Maués, me dizia para ter calma, que bons palhaços são aqueles antigos, que praticam por muitos anos. E, assim, aos trancos e barrancos, nasceu Bilazinha da Mamãe, minha palhaça.

O que sei sobre clowns foi Marton quem ensinou. Ele mesmo atribuiu o nome de minha palhaça, com base em uma constrangedora história de infância que lhe contei certa vez. Ao longo da disciplina, desenvolvi uma certeza que levo comigo até hoje. De tudo o que conheci sobre teatro, ser palhaço é o que há de mais prazeroso, porém de mais difícil. Sem dúvida, o prazer, que não traduzo facilmente em palavras, se sobrepõe às minhas dificuldades, que aproveito para me impulsionar, em busca do aprimoramento da arte que passei a amar.

A primeira vez que saí na rua como palhaça foi consequência dessa compreensão. Marton nos lançou um desafio, durante a disciplina: sair de palhaço desde o local de onde partíamos até chegar à ETDUFPA. O que eu podia fazer? Não podia contar com meu talento para ser palhaça, então precisava enfrentar os desafios para tentar consegui-lo. Convidei uma amiga da disciplina que também se identificava com a linguagem e estava disposta a fazer o exercício, para que passássemos pela experiência juntas. Apesar do medo, levei as roupas e a maquiagem de Bilazinha da Mamãe para o local onde fazia estágio na época, uma casa de apoio que recebia pessoas em tratamento contra o câncer, provenientes de cidades do interior.

É importante mencionar, aqui, que caminho entre duas paixões: o teatro e a Terapia Ocupacional. Sou terapeuta ocupacional, formada pela Universidade do Estado do Pará. Àquela altura, apenas uma estudante. Muitas pessoas da casa de apoio eram usuários que eu atendia diretamente, como prática do estágio, sob orientação de uma grande profissional que adorava saber de meu caminhar entre dois mundos que se comunicavam, o terapêutico e o artístico. Quando pedi a ela que me permitisse sair de lá como palhaça, acompanhada da amiga, ela não só apoiou a idéia como imediatamente nos pediu que os usuários pudessem nos ver, que estivéssemos com eles por um pouco antes de sair.

Na casa de apoio, fomos muito bem recebidas pelos usuários e equipe técnica, embora bastante receosas por encarar o público vestidas de palhaça pela primeira vez. Percebemos, ainda, que o palhaço afetava as pessoas e os locais por onde passa, diante do riso que havia sido provocado naquele contexto de dor. Assim, embaladas pelo momento prazeroso vivido no local, saímos tímidas pela rua.

Foi um choque inicialmente, pois não sabia ao certo o que fazer. Logo, no entanto, percebi que bastava ser. Era o suficiente para que todos nos olhassem e, a cada olhar, havia uma oportunidade nova de jogo. Estávamos na Av. Presidente Vargas, um local de intensa circulação de pessoas e veículos. Fiquei encantada com a diversidade de sorrisos que nos ofereciam: desde as pessoas da parada de ônibus, com expressão cansada de quem volta do trabalho, até alguns meninos de rua, com rosto sujo e roupas surradas. Eles desviavam seu olhar para nós. E nós retribuíamos, com o máximo de sinceridade que conseguíamos.

Alguns sentiam medo, afastavam-se, nos olhavam com desconfiança. Às vezes com desdém e raiva. Parecíamos um entrave àquela realidade. Na verdade, eu mesma me sentia tão esquisita quanto possível, com minhas roupas extravagantes, aquele nariz vermelho enorme (escolhi propositalmente um nariz de palhaço bem estranho) e meu andar desajeitado. Muitas vezes estivera ali, vestida normalmente, como estagiária de Terapia Ocupacional, que voltava para casa após um dia de trabalho. Naquele dia era diferente.

Foi difícil conseguir subir no ônibus. Os motoristas passavam direto, com receio, enquanto outros buzinavam e até sorriam, mas pareciam não compreender que desejávamos subir no transporte, como qualquer outro ali. É porque não éramos qualquer outro, mas palhaças. E nos aproveitamos da situação para assumir nossa posição ridícula de quem deseja pegar um transporte coletivo e não consegue, comentando com os outros, fazendo caras e bocas diante de mais um ônibus perdido, bolando estratégias mirabolantes para conseguir nosso propósito.

E foi assim, com as palmas das mãos unidas, em posição de oração, que finalmente convencemos um dos motoristas a parar. Nos despedimos da “platéia” na parada e seguimos para a ETDUFPA. Dentro do veículo, outro desafio. Me dei conta de que o ambiente do ônibus é estranho e impessoal. As pessoas parecem se olhar e não se ver. Tenho a impressão de que também não querem ser vistas e menos ainda demonstrar seus sentimentos. As expressões eram parecidas umas com as outras, sérias, cansadas. A estranha presença de duas palhaças desajeitadas, sorrindo sem motivo, fez com que todos os olhares se voltassem para nós.

Alguns, logo mudavam de foco, fingindo ser corriqueiro ter um palhaço no ônibus. Outros, sorriam timidamente. A esses, logo agradecíamos. Outros ainda somente observavam, para ver o que faríamos. E não fizemos nada. Nós também estávamos constrangidas. Eu lutava contra minha sensação de nudez, exposição máxima ali. O cobrador imaginou que tentaríamos passar sem pagar e sorriu bastante com minha primeira fala: “Pensou que eu não ia pagar, né? Mas eu tenho dinheiro!”. Quando olhei para as pessoas, fiquei encantada ao perceber que alguns riam de Bilazinha da Mamãe. Eu estava me tornando uma palhaça. Eles riam também de minha amiga, a palhaça Baru e nós mal sabíamos até então que estaríamos tantas vezes juntas pela rua, compartilhando a paixão por esses sorrisos.

Chegamos à escola de teatro felizes da vida. Cumprimos nossa missão. Tão difícil, tão desafiadora, tão gostosa de viver. Me senti afetada. Nem todos na turma tiveram coragem ou mesmo oportunidade de fazer o exercício. Um palhaço já experiente, que já havia passado pela disciplina havia algum tempo, me contou mais tarde que jamais conseguiu fazê-lo.

A missão, no entanto, não estava totalmente cumprida. No último dia da disciplina, novo desafio. Uma intervenção na rua, no entorno da escola de teatro. Marton havia nos avisado com antecedência que isto aconteceria, mas quando chegou o momento, estávamos tão ansiosos quanto temerosos. A turma saiu junta do prédio, cada palhaço com um nome, o esboço de um tipo. O clown pessoal de cada um, oferecendo um espetáculo a quem passava, sem ter comprado ingresso ou desejado nos assistir.

Desta vez, no entanto, não voltei muito satisfeita da rua. Sentia medo, foi difícil jogar com as pessoas, poucos me ofereceram risos. Julguei que os outros palhaços recém nascidos eram mais habilidosos que eu. Estávamos todos na praça e eu podia ver como alguns chamavam tanta atenção a jogavam melhor que eu eu. Talvez o medo tenha sido meu grande vilão neste dia. Medo de encarar minha falta de talento mais uma vez, medo daquele espaço tão grande, que parecia prestes a me engolir, medo. Apesar disso, a assustadora amplidão do urbano exercia em mim uma forte atração.

Uma conclusão inevitável ficou. Voltaria mais vezes à rua. De fato, o fiz. Na grande maioria das vezes, estive ao lado de Baru e de outra amiga que saiu da disciplina com a mesma paixão por palhaços: Bolacha Maria. Tínhamos minha casa como ponto de encontro para nos arrumarmos e ser palhaças pela rua. Combinávamos o dia e o local, elegendo esse lócus como fonte de aprendizado. Passamos a ir também em bosques, festas infantis e pequenos eventos. Foi em um deles que me perguntaram como nos anunciariam, qual era o nome de nosso grupo. Pega de surpresa, olhei para nossas pernas e observei as meias, com pares trocados. Disse então que éramos as “Meias Trocadas”. Nos anunciaram desta forma e nos demos conta de que éramos um grupo de palhaças. Permanecemos trabalhando juntas, nesse grupo que ainda engatinha, ao qual denominamos hoje de “Trupe das Meias Trocadas”. A Trupe já esteve em hospitais, eventos de médio porte e, mais notoriamente, na rua, procurando aperfeiçoar a arte que amamos, contaminando e nos permitindo contaminar por onde passamos.

Ainda não sabíamos que éramos a Trupe das Meias Trocadas quando fomos convidadas pela primeira vez a participar do primeiro espetáculo com os Palhaços Trovadores. Recebi o convite tão emocionada quanto temerosa. Eu, público cativo, agora estaria no meio deles, que eu admirava e que me ensinaram a beleza do palhaço. O fascínio misturou-se ao receio de “destoar”. Sabia que Bilazinha ainda estava em formação. Eles já tinham, na época, nove anos de experiência.

Novamente, olhei para minha inabilidade de frente e resolvi aceitar, pelo puro prazer de ser palhaça ao lado de quem havia me despertado para essa paixão. Era o espetáculo “A Morte do Patarrão”, que eu nunca havia assistido. Durante os ensaios, aprendi muito. O aprendizado na disciplina era diferente daquele no grupo. Eles me ajudavam a fazer os alongamentos, direcionavam para onde eu devia caminhar e me incentivavam a brincar em cena, como premissa para um bom palhaço.

Logo após a primeira apresentação com eles, estava absolutamente envolvida com a linguagem. Escrevi uma poesia na época, explodindo de paixão por ser palhaça, ainda que sem talento e em busca de formação. Chama-se “Nariz Encarnado”:

Quero dizer-te, nariz encarnado, dos meus sentimentos por ti.

Não sei por que, mas me peguei estes dias a pensar

E quase sem querer conclui

Que te amo perdidamente e ouso me declarar.

Tu me fizeste mais sincera, me trouxeste alegria

Tornaste a vida mais leve, por uma ou duas horas talvez

Quase virei criança, entrei numa doce nostalgia

Conheci meu ridículo, esqueci a lógica e a sensatez.

Quando estou contigo, por breves instantes

As horas passam devagar e os números, saltitantes,

Ganham, cada um, uma cor, ao som de uma trova ou gargalhada

Eu me pego de olhos grandes, maquiada

Ganhando beijo e choro de criança, brincando, assanhada.

Meu nariz querido, meu nariz encarnado

Ninguém toca nessa hora

Meu nariz tão lindo, meu nariz sagrado

De longe, manda todo pesar embora

E faz a gente pensar que paixão acontece a qualquer hora

Que a dor passa e não existe desamor

Fica só essa doce sensação que tenho contigo

De amar, de voar, de encontrar um velho amigo

De ser um exagero mais gostoso de quem sou.

Recebo influência marcante dos Palhaços Trovadores até hoje. Continuei participando como convidada. Mais recentemente, no processo de montagem de “O Mão de Vaca”, adaptação livre de “O Avarento”, obra do dramaturgo francês Molière. O processo se pretende colaborativo, contando com participação direta do público durante toda a montagem. Para tanto, os ensaios, bem como a maioria das apresentações, ocorreram durante meses em espaços públicos, especialmente na praça da República. Retorno, assim, a rua, agora exprimentando a dificuldade do palhaço assumindo um personagem, em meio a outros palhaços, hoje com onze anos de experiência.

Foi ao longo dos ensaios de “O Mão de Vaca” que minhas inquietações a respeito da relação do meu clown pessoal com a rua tornaram-se mais evidentes. Sentia que as tensões do lugar influenciavam a Bilazinha e passei a acreditar também que a palhaça provocava algo naquele espaço, compreendendo que estabelecíamos relação de troca.

Em um dos ensaios, tive a oportunidade de sair de cena e jogar com a platéia que se formava ali. Bilazinha esteve, a maior parte do tempo, conversando com um homem maltrapilho, alcoolizado, que assistia a tudo em um canto, a margem dos demais. Eu somente o observava e tecia alguns comentários sobre a cena. A conversa entre a palhaça e o homem evoluiu ao ponto de, ao final de tudo, ele me cumprimentar e elogiar o trabalho, que ele gostava muito porque também era artista.

Em outro momento, o ensaio sofria muitas interferências de pessoas como aquele homem, bastante comuns na Praça da República, que adentravam à cena ou comentavam tudo em voz alta. Além do desafio de jogar também com eles, donos daquele espaço, me vi diante da imagem do guarda municipal que agredia um deles para que se retirasse de lá. De alguma forma, acredito que essas coisas me afetam como palhaça, embora não saiba dizer ao certo como.

Dessa forma, como pesquisadora, hoje, desejo investigar a relação que vivencio entre o palhaço e o espaço urbano, ou seja, o que a rua faz com minha palhaça? Lanço meu olhar apaixonado e multiplicado, para compreender meu processo em conexão com os diversos lugares de onde parte meu objeto de estudo.

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4 Respostas to “Histórico da pesquisa”

  1. marton maués 28/05/2010 às 11:42 #

    andréa, somente hj li este texto de apresentação – já havia? e gostei muito, como tenho gostado muito de outros escritos seus, bem elaborados, narrativa clara, repleta de reflexão, paixão, emoção e verdade. que essa prática de escritura continue, sempre.
    fico tb feliz em ver-te descobrindo-se palhaça, de ler as narrativas de sua paixão, de me ver parte disso, juntamente com os palhaços trovadores. e também de ver-te a refletir sobre tudo. sobre tudo.
    gostei tb do sumário, bem delineado. inclusive esta apresentação já é parte de um capítulo. claro, que poderá ser mais elaborado, mas já é uma narrativa descritiva de vc e sua experiência clownesca.
    parabéns.
    sucesso.
    bj

    • Andréa Flores 12/07/2010 às 09:46 #

      Marton,
      Vc está sempre por perto. Faz parte da história e quase tem a cara dela.
      Obrigada pelo comentário e sugestões.
      Bjs!

  2. Lindemberg Monteiro 10/07/2010 às 22:24 #

    Olá!!! Parabéns pelo o andamento da pesquisa, espera-se com certeza uma excelente monografia, pois creio que é inovador na área da arte e vc está tendo talento e entusiasmo para o andamento da mesma. Como uma simples sugestão: que vc deixasse uma “carta na manga”, apenas pra vc como se fosse um mágico deixando o brilho para o final. Continue ousando…Grande bj e sucesso.

    Lindemberg Monteiro.

    • Andréa Flores 12/07/2010 às 09:44 #

      Oi, Berg!
      Obrigada pelo comentário e pela sugestão. Como conversamos, este meio hipermidiático é perigoso. Algumas cartas devem ficar na manga sim. Estou entregue, espero não sofrer com isso. Mas vou acatar o que me dizes e guardar alguns detalhes cruciais para o final.
      Bjs

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